Família Marcelino celebra homenagem que a matriarca Francisca Laurentina, recebeu da Câmara

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Na noite de sexta-feira (8), a Câmara de Vereadores de Água Clara realizou sessão solene em homenagem ao Dia da Mulher, com a entrega dos de 30 títulos “Mulher da Luta e Direitos”.

Uma das homenageadas foi a lavradora Francisca Laurentina Marcelino, 80 anos, viúva, mãe de treze filhos, sendo dez vivos, todos são moradores do município de Água Clara, alguns na zona urbana, outros na zona rural. Enfim, entre todos os seus descendentes, além de genros e noras, totalizam-se mais de cem Marcelinos.

Os familiares presentes ao evento, consideraram uma honra participar da homenagem na Câmara. “Agradecemos imensamente o convite, temos a certeza que Francisca. L. Marcelino representa brilhantemente a figura feminina, pois sua história é de superação, sendo sempre uma mulher guerreira, carregando um amor incondicional por sua família e muita fé em Deus que dia melhores sempre virão”.

Conheça a sua história

“Francisca Laurentina Marcelino nasceu em Maceió-AL, onde levava uma vida tranquila com seus pais. Aos 07 anos de idade, após insistir muito com sua mãe, esta permitiu que Francisca fosse   passear com seus tios no estado de São Paulo. Infelizmente, por diversos acontecimentos ela não conseguiu retornar para seu lar.

Aos 13 anos, conheceu Antônio Francisco Marcelino que, apesar da diferença de idade, sendo ele muito mais velho, foi amor à primeira vista. Se casaram, tiveram sua primeira filha e, após o falecimento dessa criança, resolveram mudar para Três Lagoas, no estado de Mato Grosso do Sul. Lá, teve seus outros 12 filhos e a história de amor do casal foi repleta de dedicação, carinho e muita união, que é o principal legado da família Marcelino.

Desde 1985, Francisca reside em Água Clara. A vida não lhe permitiu acesso aos estudos, mas, com seu conhecimento e sabedoria, conseguiu educar seus filhos, onde sempre prevaleceu os princípios de fé em Deus, dignidade, solidariedade, igualdade, honestidade, respeito e responsabilidade. Com tais ensinamentos, hoje convive com seus 10 filhos. Sente-se aliviada e com a sensação do dever cumprido. Foi árduo o trabalho, porém compensador. Hoje, contempla a alegria de ver filha e netas formadas, atuantes na educação municipal, assim como outros filhos e netos sendo administradores de fazenda, entre outras profissões.

Seus filhos resolveram presentear Francisca fazendo uma busca para encontrar sua mamãe, então solicitaram e puderam contar com Francisco Nogueira Junior (Junior da Beata), amigo da família que, juntamente, com uma das filhas, foram até o estado de Alagoas.

Infelizmente, não tiveram boas notícias, pois dona Celestina (mãe de Francisca) já havia falecido alguns anos antes. O que era para deixar Francisca triste, a fortaleceu, pois soube que era filha única, do grande amor que sua mãe sentia, e da luta para um dia reencontrá-la! Dona Francisca, nossa querida Chiquinha, guarda até hoje os documentos pessoais de dona Celestina, e na mente e no coração o que soube da mãe e o carinho do povo acolhedor de Junqueiro-AL. Sempre pediu a Deus que sua família fosse unida. E o Senhor tem ouvido seu Clamor”.

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